terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"ESPAÇO DA MÚSICA - GRAMMY 2013"

                                "OS   GRANDES   VENCEDORES   DO   GRAMMY 2013"

No último domingo (10), aconteceu a 55ª edição do Grammy, premiação promovida pela "Academia Fonográfica Americana" que elege anualmente os melhores artistas e lançamentos musicais do ano. A cerimônia foi realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Os grandes vencedores da noite foram os americanos do "The Black Keys",
que não apenas venceu quatro prêmios como também fez uma das mais animadas apresentações da noite. O Grupo Fun,  vencedor das categorias Música do Ano, com “We Are Young”, e Melhor Revelação. O cantor Gotye, o DJ Skrillex e a parceria de Jay-Z e Kanye West foram outros consagrados na diversificada lista de vencedores da tradicional premiação.
Foi o cantor "Prince" quem entrou em cena para dizer os nomes dos indicados a "Gravação do Ano" e anunciou, sem delongas, “Somebody That a Used to Know”, de Gotye. O cantor recebeu o troféu ao lado de uma emocionada Kimbra, com quem dividiu os vocais na faixa já premiada anteriormente na categoria "Melhor Álbum de Música Alternativa".
Um dos grandes homenageados da noite foi "Bob Marley", que ganhou um tributo de honra dos responsáveis pela organização. Bruno Mars deu início aos trabalhos convidando o cantor Sting ao palco para dividir os vocais de “Locked Out of Heaven”, antes de chamar palco Rihanna, Damien e Ziggy Marley para uma animada versão de “Could You Be Loved”.
Foi Taylor Swift quem entrou em um palco cheio de personagens para a primeira apresentação da noite, depois dos usuais desfiles pelos tapetes vermelhos devidamente finalizados. “We Are Never Ever Getting Back Together” foi a primeira música a ser apresentada na "55ª edição do Grammy", e foi adequadamente endereçada a sua inspiração, John Mayer, sentado na primeira fileira ao lado de sua nova conquista amorosa, Katy Perry. Apresentador do evento pela segunda vez, "LL Cool J" lembrou a morte de Whitney Houston às vésperas da edição do ano passado e compartilhou suas memórias pessoais com a premiação antes de convidar ao palco a parceria de Ed Sheeran e o “padrinho” Elton John, juntos pela primeira vez e cantando “The A Team”.  Beyoncé, que já havia vencido o Grammy por "Melhor Performance R&B Tradicional" na cerimônia anterior, a que não é televisionada, entrou em cena ao lado da apresentadora Ellen Degeneres para anunciar o retorno de Justin Timberlake ao palco do Grammy. Sem dúvida, era uma das apresentações mais aguardadas da noite. O cantor entoou seu novo single, “Suit and Tie”, acompanhado não só de uma numerosa banda e alguns dançarinos – todos devidamente trajados como pede o título da canção, de terno e gravata - como também de Jay-Z, que subiu da plateia para fazer sua participação. Justin Timberlake também aproveitou a audiência para mostrar pela primeira vez na televisão sua inédita “That Girl”, que também estará em seu disco a ser lançado no dia 19 de março. 
LISTA DOS GRANDES VENCEDORES DO GRAMMY 2013: 
Álbum do Ano - Babel – Mumford & Sons
Gravação do Ano - "Somebody That I Used To Know" – Gotye, com Kimbra
Melhor Revelação - Fun.
Álbum Country - Uncaged - Zac Brown Band
Performance de Rock - “Lonely Boy” - The Black Keys
Música do Ano - "We Are Young" – Jack Antonoff, Jeff Bhasker, Andrew Dost e Nate Ruess, compositores (fun. com Janelle Monáe)
Performance Pop Solo - “Set Fire To The Rain [Live]” – Adele
Melhor Cancão de Rock   - “Lonely Boy” – The Black Keys
Melhor Álbum de Rock -El Camino - The Black Keys 
Melhor Performance R&B Tradicional - “Love On Top” – Beyoncé
Melhor Performance Rap - “N****s In Paris” – Jay-Z & Kanye West
Melhor Canção de Rap - “N****s In Paris” – Jay-Z & Kanye West
Melhor Álbum de Rap - Take Care – Drake  
 
  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

sábado, 19 de janeiro de 2013

"ESPAÇO DA MÚSICA - COMEMORAÇÃO"

30ª FESTA POMERANA - A FESTA MAIS ALEMÃ DO BRASIL

Os próximos dias serão especiais em Pomerode (SC). A cidade mais alemã do Brasil, receberá mais de 70 mil visitantes para a 30ª Festa Pomerana, que acontece de 11 a 21 de janeiro no Parque Municipal de Eventos de Pomerode . Os hotéis da cidade já estão lotados nos dois finais de semana do evento e os turistas já começaram a chegar.
A Festa Pomerana é, acima de tudo, um tributo à cultura e aos costumes de Pomerode – “A cidade mais alemã do Brasil”. Autêntica e familiar, a Festa Pomerana mantém viva e sempre atual a herança dos imigrantes germânicos, presente ainda hoje no cotidiano da população.

Assim, o evento surgiu também como mais uma ótima opção de lazer para quem escolheu o estado de Santa Catarina como seu destino para curtir o verão.
Os números dos sete primeiros dias do evento impressionam! Já passaram pelo Parque Municipal de Eventos 41.930 pessoas, que consumiram mais de 81 mil copos de chope das quatro cervejarias: Schornstein, Heimat, Wunderbier e Germânia.

A Festa Pomerana vai até segunda-feira (21), dia em que a cidade mais alemã do Brasil completa 54 anos. Até lá, na programação, os visitantes ainda encontram música e dança de origem germânica, gastronomia e competições típicas.
Durante o período da "Festa Pomerana" serão apresentadas diversas atrações como: Competições e Jogos típicos, Concursos de Delícias caseiras, Desfiles diários, Dia da Terceira Idade, Compras e Lazer e diversas Atrações Culturais.
O blog "ESPAÇO DA MÚSICA" parabeniza a população da cidade de Pomerode pelos 51 anos de emancipação política e também pela "30ª Festa Pomerana".
Bora lá gente!!! 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"ESPAÇO DA MÚSICA - ARTE & CULTURA

MUSEU GUGGENHEIM - BILBAO

O Museu Guggenheim, situado na cidade basca de Bilbao é um dos cinco museus pertencentes à "Fundação Solomon R. Guggenheim" no mundo. Projetado pelo arquiteto canadense naturalizado norte-americano "Frank Gehry", é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. Seu projeto foi parte de um esforço para revitalizar Bilbao e, hoje, recebe visitantes de todo o mundo.
Sua construção se iniciou em 1992, sendo concluído cinco anos mais tarde. Duas equipes, uma em Bilbao e outra em Los Angeles, trabalharam conjuntamente na elaboração do projeto, que só foi possível graças ao uso de um "software CAD" nos cálculos estruturais. Alguns especialistas questionavam a possibilidade de execução da obra, por causa de suas formas complexas.
Primeiramente foram feitos esboços e modelos do edifício. Depois, esses modelos foram escaneados e mapeados, e, com o auxílio do software, foram detalhados os cálculos da estrutura e os modelos virtuais em "3D" das peças construtivas. Desse modo, foi possível erguer uma estrutura formada por curvas complexas e torcidas.

Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de "Frank Gehry". Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbao.
As exposições no museu mudam frequentemente e contêm principalmente trabalhos realizados ao largo do século XX, sendo as obras pictóricas tradicionais e as esculturas uma parte minoritária comparada com outros formatos de instalações artísticas. O ponto alto, e a única exposição permanente, é The Matter of Time (A importância do Tempo), uma série de esculturas em aço desenhadas por "Richard Serra". Muitos consideram o edifício mais importante do que as obras que fazem parte da coleção do museu.
O museu recebeu várias críticas desde que começou a ser construído, por ser um museu de vanguarda, mas somente por fora, pois as salas de exposição são quase todas iguais a de outros museus, ou seja, inovou-se no exterior mas não na função básica do museu, que é conservar e expor obras de arte. E por ser o museu tão inovador, uma crítica que ele recebe, é, justamente ser mais atraente que as próprias obras expostas.
Também foi muito criticado por seu elevado custo e pelo caráter quase experimental de muitas das inovações usadas em sua construção, que fazem com que os custos de manutenção e limpeza sejam elevados.


                                                                                                                                      

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"ESPAÇO DA MÚSICA - AS MARAVILHAS DO PLANETA TERRA"

LAGO HILLIER - AUSTRÁLIA

O Lago Hillier (em inglês: Lake Hillier) fica em "Middle Island", a maior do conjunto de ilhas e ilhotas que compõem o arquipélago de Recherche, Austrália Ocidental.
Ao contrário do que muitos imaginavam, a água não foi exposta a nenhum tipo de poluição para alterar sua tonalidade, já que em 1802, quando foi descoberta pelo navegador britânico Matthew Flinders, já era rosa.
O lago, uma das maravilhas naturais da Austrália, tem uma característica tão distinta do restante do arquipélago que fica difícil para quem sobrevoa o local não tomar conhecimento: sua cor rosa (rosa pink), num tom bastante extravagante. A cor da água é permanente, uma vez que não se altera nem quando a água é recolhida num recipiente.

O lago tem cerca de 600 metros de comprimento e é rodeado por uma borda de sal branco e uma floresta densa de "paperbark e eucalipto". Uma estreita faixa de terra composta de dunas de areia cobertas por vegetação separa o lago do Oceano Antártico.

A razão para a cor do lago ainda está sob investigação e até agora nenhum pesquisador chegou a uma explicação razoável. No entanto, a explicação mais provável de acordo com alguns cientistas envolve as baixas concentrações de nutrientes e o crescimento de algas como a Dunaliella salina e a Halobacterium, encontradas no local.
Outra teoria é que a cor pode ser formada pela reação da água salgada com um depósito de bicarbonato de sódio na região ou bactérias halófilas vermelhas nas crostas de sal.
Apesar de parecer único, o Lago Hillier é apenas um dos pelo menos cinco outros lagos rosa conhecidos na Austrália. São eles o Hutt Lagoon, o Pink Lake, o Quairading Pink Lake e o Field of Pink Lakes, todos na província da Austrália Ocidental.
Espalhados pelo mundo existem pelo menos mais quatro lagos rosa recheados de sal. São eles o lago Retba (Senegal), o Salina de Torrevieja (Espanha), o Dusty Rose Lake (Canadá), além do Masazirgol (Azerbaijão).

Pela infinita beleza e os mistérios da natureza que o Lago Hillier proporciona a humanidade, é então considerado como..."AS MARAVILHAS DO PLANETA TERRA", e como tal deverá ser preservado...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"ESPAÇO DA MÚSICA - CURIOSIDADES DO MUNDO DA MÚSICA"

THE BEATLES

"FOTOS RARAS DO QUARTETO MAIS FAMOSO DO MUNDO VÃO A LEILÃO"

Uma coleção de fotos inéditas dos Beatles, feitas por Robert Beck durante a primeira turnê do grupo nos Estados Unidos em 1964, vão a leilão na Grã-Bretanha em março.
Uma coleção com 65 fotografias (slides) do quarteto The Beatles serão leiloadas no dia 22 de março. As imagens foram registradas durante a primeira turnê do grupo pelos Estados Unidos no ano de 1964 com muitas fotos com cenas em palco, incluindo a de George Harrison com sua legendária guitarra vermelha "Rickenbacker", feitas na conferência com a imprensa no Hotel Sahara em Las Vegas, e também no "Centro de Convenções de Las Vegas". Há fotos dos integrantes em uma festa particular na mansão do presidente "Alan Livingston" da gravadora Capitol Records, em Beverly Hills. Além de mostrarem a banda na fase inicial da carreira, as imagens se tornaram ainda mais raras por serem a cores  em uma época onde os registros eram feitos todos em preto e branco, pois as fotos em côres só aconteceram nos anos seguintes. 

As fotos serão vendidas pela casa "Omega Auctions" no dia 22 de março de 2013, em umas das ações que integram a comemoração  do aniversário dos 50 anos do lançamento do primeiro disco  dos   Beatles - "Please Please Me".

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"ESPAÇO DA MÚSICA - FELIZ ANO NOVO - FELIZ 2013"

"FELIZ ANO NOVO - FELIZ 2013"

De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás. De repente, num instante fugaz, as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e "Ano Novo" chegou. De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num so pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ E AMOR...!
De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos somos humanos, os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar, gostar...! De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino: o hino da paz, da liberdade...!
De repente, os homens esquecem o passado, lembram só do futuro venturoso de como é bom viver, de como é bom amar, interagir, compartilhar...!  De repente, os homens lembram-se da maior dádiva, do maior tesouro que têm: a Vida...! De repente, tudo se transforma e chega o ano novo radiante, cheio de esperança promissora, porque depende de nós os homens de boa vontade que com a ajuda de DEUS possamos melhorar, modificar os caminhos da nossa vida no dia a dia...! De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que surge...
"FELIZ ANO NOVO - 
BÔAS FESTAS - FELIZ 2013"...!
Semel Carvalho e o blog "ESPAÇO DA MÚSICA" agradecem e desejam a todos os amigos leitores de todo o mundo um ano repleto de luz, amor, saúde, prosperidade e muita paz a todos que durante todo o ano de 2012 estiveram conosco prestigiando e nos incentivando cada vêz mais no trabalho que nos propomos a informar sôbre o mundo da arte, cultura, música, turismo ecológico, e ao amor e a preservação do nosso planeta terra...!!!  

Obrigado!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"ESPAÇO DA MÚSICA - ORIGEM DAS FESTAS DE NATAL"

"A VERDADEIRA HISTÓRIA DO NATAL - ORIGEM PRIMITIVA DO NATAL"
 Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em
3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo número um. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.